CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA 17º REGIÃO ALAGOAS

LEI Nº 2.800 18 DE JUNHO DE 1956

CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA 17º REGIÃO ALAGOAS

LEI Nº 2.800 18 DE JUNHO DE 1956

Pesquisadores do Brasil ganham acesso à publicação gratuita em grandes editoras científicas.

Pesquisadores vinculados a 452 instituições brasileiras passarão a ter acesso gratuito a periódicos das editoras Elsevier e Springer Nature a partir de 2026. Além de consultar as revistas, consideradas entre as mais relevantes do mundo, eles também poderão submeter artigos científicos para publicação em modelos híbridos ou de acesso aberto, sem custos adicionais. No caso da ACM (Association for the Computing Machinery), esse benefício já entrou em vigor neste mês.

A iniciativa faz parte de acordos transformativos firmados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão ligado ao Ministério da Educação, com as três editoras. Os contratos foram assinados no último dia 4, durante a cerimônia que comemorou os 25 anos do Portal de Periódicos da Capes.

Os acordos com a Elsevier, a maior editora científica do mundo, e com a Springer Nature, responsável pelos periódicos do grupo Nature, entram em vigor em 1º de janeiro de 2026. O contrato com a ACM já está em execução. Somados, os três acordos totalizam US$ 215 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) para um período de três anos.

Atualmente, pesquisadores brasileiros que desejam publicar artigos em revistas de acesso aberto da Elsevier ou da Springer Nature precisam pagar os chamados APCs (Article Processing Charges), que variam de algumas centenas de dólares até quase US$ 13 mil (aproximadamente R$ 70 mil), no caso de periódicos do portfólio Nature.

Segundo as editoras, esses valores cobrem custos de editoração e formatação dos artigos, já que a revisão científica é realizada por pesquisadores convidados, sem remuneração. Para a Capes, o investimento será de US$ 153 milhões com a Elsevier, US$ 59,8 milhões com a Springer Nature e US$ 2,4 milhões com a ACM, considerando as cotações das datas de referência informadas.

No caso da Springer Nature, o acordo contempla periódicos de modelo híbrido, que exigem assinatura para leitura ou estão em transição para o acesso aberto. A editora estima que o contrato permitirá a publicação gratuita de mais de 6.000 artigos por ano. Já a Elsevier disponibilizará cerca de 8.000 artigos em acesso aberto para pesquisadores brasileiros, abrangendo aproximadamente 160 revistas. O acordo com a ACM garante acesso e publicação em acesso aberto a todo o seu portfólio de periódicos.

Em nota à Folha, a Springer Nature afirmou que busca promover acesso igualitário ao conteúdo e à publicação, destacando que o acordo permite apoiar melhor os pesquisadores brasileiros. A Elsevier, por sua vez, declarou ter o prazer de apoiar a publicação de pesquisas em acesso aberto no Brasil e informou que mais de 1.800 revistas estão incluídas no contrato, válido de 2026 a 2028.

Os benefícios se estendem às instituições de ensino e pesquisa integrantes do Portal de Periódicos da Capes, que atualmente arca com os custos de assinatura para acesso às revistas científicas. Com os novos acordos, a expectativa é incentivar a publicação nessas revistas e reduzir a duplicidade de gastos, tanto com taxas de publicação quanto com assinaturas.

De acordo com a Capes, os acordos transformativos têm ampliado o número de publicações e aumentado a participação da comunidade científica brasileira na produção científica internacional.

Para Abel Packer, diretor do portal SciELO, esse modelo surge em resposta à crescente exigência de agências de fomento para que pesquisas sejam publicadas em acesso aberto. Ele destaca que, ao firmar acordos com periódicos já assinados, o país garante a publicação sem custos adicionais mesmo quando essas revistas migram para o modelo aberto, o que representa uma vantagem estratégica para o Brasil.

Segundo Packer, na Europa, entre 80% e 85% dos artigos científicos já são publicados em acesso aberto. No Brasil, dados da plataforma Scopus indicam que, neste ano, cerca de 50% das publicações ocorreram em acesso aberto ou híbrido.

Ele também ressalta que o Brasil foi pioneiro no acesso aberto por meio do SciELO e defende que essa política seja ampliada para periódicos nacionais de qualidade, destacando que os custos são significativamente menores. A Capes informou ainda que a ampliação de acordos com outras editoras dependerá de critérios técnicos, orçamentários e estratégicos.

Fonte Folha de S. Paulo

Post anterior
Próximo post

Deixe uma comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conselho Regional de Química – 17° Região (CRQ-XVII)

Avenida Mendonça Júnior (antiga avenida Rotary), 956 – Gruta de Lourdes, Maceió-AL, CEP – 57052-480.

Menu

Perguntas Frequentes

Serviços

Blog

Informações

Horário de Atendimento: De segunda a sexta, das 08:00h às 14:00h

Telefone: (82) 3326-2417

Assine nossa newsletter

E-mail:

atendimento@crq17.org.br
fiscalizacao@crq17.org.br
financeiro@crq17.org.br

Mantenha-se Atualizado

You have been successfully Subscribed! Ops! Something went wrong, please try again.

© 2025 WETECH TODO OS DIREITOS RESERVADOS.